Para conhecer a história da AIPOMESP, primeiro temos que saber a do seu Presidente, GESOFAFO VERNIN. Filho de imigrantes italianos, nascido na pacata cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, ele, que nasceu no dia 17 de setembro de 1930, um deteminado dia resolveu ir para Campinas, uma cidade bem maior que São João, para lá "tentar a vida". E para a pretendida cidade seguiu, "em cima" de um caminhão. Já em Campinas, Gesofato começou a trabalhar como ajudante de pedreiro, e por capricho do destino, participou da construção inicial do atual CPA, antigo 8º Batalhão da Polícia Militar, instituição na qual mais tarde ingressaria como Policial. Isto, no dia 06 de agosto de 1946, portanto com 16 anos de idade, incompletos. Alistando-se nas fileiras da Força Policial, o menino Gesofato seguiu para o Batalhão de Guardas (antigo BG), onde, com muito gosto concluiu o Curso de Formação de Soldados. Em 1947, prestou concurso para o Curso de Cabos Cambatentes. Aprovado, freqüentou o Centro de Instituição Militar, o Curso de Formação de Cabos, durante seis meses, sendo aprovado na Força Pública, hoje denominada Academia de Polícia Militar. E devido sua excelente classificação, foi designado para ser Auxiliar de Monitor nos Cursos de Formação de Soldados (antigo FMI). E tinha apenas 18 anos de idade quando prestou concurso para o Curso de Formação de Sargentos, no qual foi também aprovado, passando a freqüentar durante um ano o Curso de Formação de Sargentos Combatente na antiga Força Pública do Estado de São Paulo. Concluído o curso e promovido à graduação de 3º Sargento, Gesofato imediatamente ingressou como associado do então Centro Social dos Sargentos da Força Pública, com sede na Avenida Celso Garcia, em São Paulo, ajudando a eleger o ex-Subtenente PM Herotildes Carvalho de Araujo, que marcou sua gestão à frente da entidade com um trabalho dos mais elogiáveis.
Aos dezenove anos de idade, Gesofato já estava contaminado pelo vírus classista de seus antigos companheiros, principalmente de Herotildes, e passou a lutar, naquela época, ao lado dos Subtenentes Knol e Ezequiel de Araujo (fundador do Clube dos Tenentes) em favor das reinvidicações dos Sargentos, que sempre sonharam e ainda sonham, com a carreira única na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Gesofato sofreu punições disciplinares, por ter participado do movimento em favor dos "Praças". Em consequência das punições foi para o "mau comportamento", condição que permaneceu por dezesseis anos, sofrendo até ameaças de exclusão das fileiras da Corporação.
Mas, Gesofato já era um autêntico lider, e suportou tudo com galhardia e valentia. Nessa passagem muito difícil de sua vida, foi que realmente nasceu o líder Gesofato Vernin, que até hoje, ratifica essa virtude, comprovada pelas sucessivas vitórias em favor da classe.
GANHANDO PRESTÍGIO
Pela sua forma leal e transparente ao manifestar-se em favor de reinvicações justas, Gesofato foi ganhando prestígio político junto aos ex-governadores Lucas Nogueira Garcez, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Abreu Sodré, Paulo Egídio Martins e Laudo Natel, prestígio que manteve junto aos governadores que sucederam o último daqueles, bem como junto à maioria dos Deputados Estaduais. Gesofato foi ganhando expressão dentro do Centro Social dos Sargentos, tendo, ainda na gestão do Subtenente Herotildes Carvalho de Araujo, participando e decidindo na luta reinvidicatória que se tornaria histórica na vida dos "Praças" de Polícia, face aos seguintes eventos:
1º - Subtenentes e Sargentos quando punidos eram "trancafiados" nos xadrezes sem nenhum respeito à dignidade humana. Conseguiu do Governador Jânio Quadros o primeiro direito dos Subtenentes e Sargentos, qual seja o de cumprirem as punições em alojamentos.
2º - Juntamente com o Subtenente Herotildes, Presidente do Centro Social dos Sargentos da Força Pública do Estado de São Paulo, e demais Diretores da época, conseguiu um empréstimo de Cr$ 2 milhões de cruzeiros, e doação da atual área onde se encontra edificada a Associação dos Subtenentes e Sargentos, na Avenida Cruzeiro do Sul, 248, no bairro do Pari, dinheiro este empregado na construção dos 1º e 2º andares da Associação. Ainda ao lado de Herotildes, conseguiu junto ao governador Jânio Quadros a edição da Lei 254/54, que concedia a promoção aos 25 anos de serviço, na passagem para a inatividade, dos 1º Sargentos e Subtenentes ao posto de 2º Tenente Reformados. Conseguiram, ainda a criação do antigo Quadro Auxiliar de Administração (Q.O.A.), hoje extinto, que permitia aos 1ºs Sargentos e Subtenentes a possibilidade de promoção a 2º Tenente PM. Lutou ainda pela valorização dos Sargentos e Subtenentes. Em 1964, com a instalação do Governo Militar de Castelo Branco, sofreu inúmeras ameaças, mas nunca se amedrontou, e classificado no Batalhão de Guardas (antigo BG) sob o comando do ex-Tenente-Coronel Jaime dos Santos, primeiro a organizar o Congresso das PMs em Santos, conseguiu Gesofato voltar para o "Comportamento Bom" e, assim, foi promovido a 2º Sargento PM, por antiguidade. E em seguida, com o desmembramento dos serviços de segurança em presídios (antigo DIPE) foi promovido a 1º Sargento e classificado no 15º Batalhão de Polícia, encarregado de fazer a guarda externa e até interna das Penitenciárias e casa de Detenção do Estado de São Paulo, onde permaneceu por mais de 5 anos, aperfeiçoando-se, assim, no serviço de segurança, contribuindo na organização do 15º Batalhão, até que retornou para o Quartel General, para servir na Diretoria de Ensino, ao lado dos Coronéis João Áureo Campanha e Edmur Moura Salles, quando no Comando da Força Pública se encontrava o Coronel do Exército, João Batista de Figueiredo, que mais tarde viria a ser Presidente da República. Gesofato Vernin, como 1º Sargento e Subtenente participou dos trabalhos preparativos da extinção da Força Pública e Guarda Civil, determinados pelo Presidente Emílio Garrastazu Médici, já com o General João Figueiredo na chefia da Casa Civil. E extamente no dia 31 de dezembro de 1969 eram extintas as duas corporações, por Decreto do Presidente Médici. Gesofato luto muito, junto com a Diretoria de Planejamento do Quartel General, quando o Coronel PM Edmur de Moura Sales era diretor, para concluir o Projeto de Decreto Lei 217, de 8 de abril de 1970, que visava dar aos Subtenentes da extinta Força Pública, as mesmas condições dos Inspetores da Guarda Civil, também extinta. E assim, preteridos em suas pretensões, os Subtenentes da extinta Força Pública foram integrados à atual Polícia Militar do Estado de São Paulo no mesmo posto, enquanto que os Inspetores da extinta Guarda Municipal foram integrados como 2º Tenentes.
NUNCA DESANIMOU
Após algum tempo, Gesofato passou a correr atrás de seus ideais sozinho, porque não mais encontrava eco no Centro Social dos Sargentos, alguns companheiros da época entendiam que algumas de suas reinvidicações eram inviáveis. Gesofato então criou a Primeira Comissão de Reinvidicação dos Subtenentes da extinta Força Pública, por ele presidida e integrada por outros Subtenentes que entre eles mais se destacavam, sendo eles, Renato, Filomeno e Garcia. E assim, durante mais de cinco anos de trabalho junto aos deputados Januário Mantelli Neto, Ademar de Barros, Álvaro Fraga, Julianelli e tantos outros, conseguia Gesofato, em 1974, através do Governador Laudo Natel, já no final do seu governo, uma mensagem que autorizava a promoção dos Subtenentes da extinta Força Pública ao posto de 2º Tenente, nas mesmas condições dos Subtenentes da extinta Guarda Civil, ao lado da criação do Quadro Especial de Oficiais de Polícia (QEOPM), que permitia o retorno dos Oficiais oriundos da extinta Guarda Civil às fileiras da PM, com direito a promoção até Major da PM.
Outra luta de Gesofato, era conseguir que os Sargentos e Subtenentes da extinta Força Pública, fossem considerados Subtenentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Mesmo com a força política do Presidente do Centro Social dos Sargentos, Moacir Santos, com o apoio do ex-Deputado Caio Pompeu de Toledo (falecido), e com a imposição dos Oficiais da Academia do Barro Branco, liderados pelo Presidente do Clube dos Oficiais e da Chefia da Casa Civil, o projeto de lei foi vetado por inconstitucionalidade. Porém, mesmo vetado o Projeto de Lei, Gesofato continuou defendendo a idéia.
Nesta mesma época, Gesofato foi convidado, e aceitou o cargo de Assessor do então Secretário da Segurança Pública, General Sérvulo da Mota Lima, o que abriu caminhos para que ele pudesse convencer as autoridades à aprovarem a tão almejada promoção, pelos Sargentos e Subtenentes da extinta Força Pública. Gesofato conseguiu o apoio do seu superior, Secretário de Segurança Pública, o envio da Lei nº 866, de 12 de dezembro de 1966, à Assembléia Legislativa, que mais tarde se tornou a Lei Áurea dos Subtenentes e Sargentos. Passado o tempo, o Secretário de Segurança Pública passou a ser Erasmo Dias, que atendendo um pedido de Gesofato, conseguiu que o Governador Paulo Maluf enviasse à Assembléia uma "mensagem" que após aprovada se tornou a Lei nº 2.607/80.
Gesofato então colheu os frutos dos cinco anos de luta e viu que o seu sonho havia se tornado realidade, pois com a vitória da aprovação da lei, os Sargentos e Subtenentes da extinta Força Pública passaram á Tenentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
E A LUTA CONTINUAVA
E Gesofato prosseguia na sua luta reinvidicatória em favor dos companheiros Policiais Militares. Já em 1983, Gesofato ocupava o posto de Presidente de Honra em uma comissão formada por companheiros policiais e o Presidente da Diretoria Executiva era o 1º Tenente Reformado, Fiório, a Comissão conseguia através de Emenda apresentada ao Projeto de Lei de aumento de vencimentos da PM, que passou a ser os artigos 3º e 4º da mesma, permitindo o apostilamento dos Subtenentes e 1ºs Sargentos Reformados, no posto de 2º Tenente, e aos 1ºs Sargentos e Subtenentes oriundos das extintas Força Pública e Guarda Civil à promoção ao posto de 2º Tenente da Ativa. Em seguida, já em 1986, conseguiram na Assembléia Legislativa a aprovação das Leis 4937, 4794 e 5455, todas promovendo e apostillando todos os Sargentos ao posto de 2º Tenente PM. E para marca o ciclo de luta incansáveis em favor das Praças de Polícia, Gesofato, com o apoio do Deputado Augusto Toscano, abriu nova frente de luta que elevaria às graduações de 1ºs Sargentos e Subtenentes, através das Leis 6471/89 e 6990/90, os Cabos e Soldados. Sempre lutou em pról a causa comum dos Praças de Polícia e da própria Polícia Militar do Estado de São Paulo, criou, fundou, organizou, estruturou e preside a Associação dos Policiais Militares da Reserva, Reformados, da Ativa, e Pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado de São Paulo - AIPOMESP; sendo que o "nascimento" da entidade aconteceu justamente no Auditório "Teotônio Vilela", no 3º andar da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, gentilmente cedido pela Presidência do Palácio "9 de Julho" e que hoje tem sua sede central em Santana/SP, sito à Rua Gabriel Prestes, nº. 81. E o mesmo dinamismo com que atuou em lutas reinvidicatórias em prol dos companheiros Policiais Militares, todas coroadas de pleno êxito, Gesofato continuou e continua se dedicando à AIPOMESP, tanto que, com seus 23 anos de existência, se situa entre as associações da classe policial militar mais pujante e dotada de um invejável patrimônio imobiliário, tanto que das 12 Regionais existentes, as de Taubaté, Bauru, São João da Boa Vista, Ferraz de Vasconcelos, Araçatuba, Mogi das Cruzes, Limeira, Itapetininga, Marília, Sorocaba, Ribeirão Preto e Ourinhos, além das Sub Regionais de Registro e Araraquara, sendo que junto à 4ª Regional em Ferraz de Vasconcelos está instalada também o CELATO - Centro de Lazer e Terapia Ocupacional e uma emissora de Rádio Comunitária, também de propriedade da AIPOMESP. E brevemente a AIPOMESP estará inaugurando a Colônia de Férias II, na Estância Balneária de Praia Grande, onde foi lançada a Pedra Fundamental, no último dia 19, em comemoração aos 23 anos da nossa AIPOMESP, para desfrute de seus associados e familiares. Hoje contamos com quatro Colônias de Férias todas em prédio de propriedade da AIPOMESP. Mas a AIPOMESP oferece muito mais para seus associados: Departamento Jurídico com a maioria dos serviços gratuítos (várias ações do GAP ganhas e pagas e também mais de dez do AOL que já foram ganhas em primeira instância); Dentista, barbeiro, orientação jurídica, etc. Além de contar, na Sede Central com um magnífico salão de festas e reuniões. O Patrimônio da AIPOMESP, entidade conceituada não só no Estado de São Paulo como também em todo o Brasil, eis que tem servido de modelo para outras instituições congêneres em outros Estados, é estimado em mais de dezoito milhões de reais. Conta ainda, a AIPOMESP com um jornal trimestral, o "Informativo AIPOMESP".

 

 

 

 


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